A crença perdura e a beleza feminina já não é tão natural assim. Pois a moda dominante, a cultura, a tecnologia avançada e todos os recursos que hoje a ciência possui já fazem da mulher um objeto de luxo. Tudo é mudado e a originalidade de uma mulher se tornou postiço, com aplicações de silicone, bumbum arredondado lipoaspiração, limpeza de pele de todos os tipos, maquiagem definitiva, unhas postiças e tudo aquilo que possamos imaginar. Os tempos mudaram, a evolução veio, chegou rápida demais, onde as meninas moças já pintam seus cabelos quando tudo ainda está em cima e é bonito.

Beleza feminina, são tantos os atributos que lhe são postos, mas eu resumiria em apenas um…”beleza da alma”!!! A mulher bela de alma, exterioriza sua beleza de todas as formas. Se não tem atributos de “mulherão” como costumam definir os homens, sua beleza interior é tão mais forte que tampa esta, vamos dizer, falha. Que adianta ser mulherão” e ter a alma vazia? A beleza da mulher está em “ser” não em “ter”.

Infelizmente a mídia dita os padrões de beleza, e muitos acabam indo no embalo,o que fazem com o corpo para manter essa beleza superficial e uma covardia, a beleza feminina vai muito além de um belo corpo, ela está no jeito de ser, no olhar, na forma de cativar, na simplicidade de amar. A beleza fundamental está na essência feminina.

Para conferir a matéria completa acesse: http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1686367-padr%C3%A3o-beleza-feminina/

No próprio site da campanha da real beleza dove podemos encontrar um link para uma parte interativa onde podemos brincar com a beleza.

Lá você escolhe uma modelo e consegue mudar tamanho de altura, peito, quadril e etc. Vale a pena conferir.

http://www.campanhapelarealbeleza.com.br/flat3.asp?id=7150

Real Beleza Dove

16/06/2009

Para quem se interessou pelo assunto, vale a pena conferir o site.

Conteúdo completo da campanha da real beleza dove:

http://www.campanhapelarealbeleza.com.br/flat3.asp?id=3305

Para Hegel existe uma diferenciação fundamental entre o belo artístico e o belo natural. O belo da arte está diretamente relacionado com a pureza do espírito enquanto que o belo natural encontra-se diretamente submisso a realidade da natureza.

Nesta perspectiva o “belo artístico exclui o belo natural” uma vez que para o espírito é preciso desenvolver as suas potencialidades, enquanto que a natureza já possui todas as condições determinadas e suas leis são duras.

Assim, Hegel contraria a opinião corrente que considera “a beleza criada pela arte seria inferior a da natureza” sendo portanto contrario também a proximidade da beleza artística em relação a natureza, imitar não é a maiorvirtude de beleza artística.

Deste modo, “julgamos nós poder afirmar que o belo artístico é superior ao belo natural por ser um produto do espírito, que superior á natureza comunica esta superioridade aos seus produtos, e, por conseguinte, à arte” sendo superior ao belo natural o belo artístico.

Desta maneira a criação mais bela emanado espírito porque é nele que as coisas são puros objetos, realidade perfeitas e potencialmente organizadas sem condicionamento prévio ou limitação de beleza.

Dove – Evolution

16/06/2009

O sucesso de Evolution, criado pela agência Ogilvy para a Dove é incontestável. Veiculado milhões de vezes e conhecido no mundo inteiro, o filme que fala sobre a real beleza e o direito de toda mulher se sentir bonita, ficou tão bom que ganhou dois Grand Prix (filme e cyber) em Cannes.

E graças a esse sucesso, foram surgindo na rede diversas outras versões do filme, parodiadas ou não, como os exemplos Duck-olution, Evolution of Man, Slob Evolution, Revolution entre outros.

Algumas são engraçadas e bem feitas, já outras nem tanto, mas hoje vi o filme Real Beauty, também baseado no Evolution, criado para o site de encontros virtuais LoveMe.com, que promove mulheres de todas as partes do mundo, incluindo a Rússia.

Nele, todo o cenário é produzido e editado nos mínimos detalhes e apenas a modelo permanece intocável, brincando com o fato de que cada vez mais homens vão a Russia em busca da real beleza, que pode ser vista e encontrada em suas belas mulheres.

No dia 29 de outubro de 2008, a Revista Veja soltou um especial de beleza cujo tema era: A perfeição é possível?

Dez cirurgiões plásticos de renome foram convidados para rebater o assunto e o foco principal foi: Até que ponto se pode conseguir a perfeição através do bisturi?

No decorrer do assunto, é citado um novo conceito de beleza que revela que, ela não é o resultado da soma de partes do rosto bem modeladas, mas da harmonia entre elas. Em função disso, foi criado um programa, chamado de máquina de embelezamento que, usa padrões de beleza consagrados para transformar os traços de rostos submetidos a ele através de fotografias. O programa simula os efeitos das cirurgias plásticas, e deixa evidente que nem sempre é uma boa idéia lançar mão delas para adaptar o rosto aos padrões de beleza.

Nas considerações finais pode-se dizer que, a beleza está nas proporções. Embora os padrões de beleza mudem, algumas características da estampa feminina permanecem infalíveis em atrair os homens. A principal delas são os quadris mais largos do que a linha da cintura – na proporção ideal de 10 por 7. A explicação é darwiniana: quadris largos sinalizam boa saúde e fertilidade.

Para conferir a matéria na integra, entre: http://www.landecker.com.br/painel/reportagens/upload/img/veja_1008.pdf

Até hoje não comentei por aqui a razão desse blog, então, resolvi dar uma esplanada no assunto hoje.

Como vocês já puderam perceber nos post´s anteriores, o intuito maior desse blog é falar sobre a beleza feminina, ou seja, os padrões de beleza impostos pela mídia e até onde esse padrão consegue influenciar as mulheres comuns. Todo esse questionamento faz parte do meu projeto de TCC1 no Centro Universitário do Leste de Minas Gerais.

Para sermos mais metódicos vou expor o meu resumo de TCC1 para vocês comentarem. Segue abaixo:

Este trabalho pretende investigar e compreender em que medida o modelo ou padrão de beleza apresentado pela mídia pode influenciar e/ou interferir no conceito de beleza que a mulher comum tem de si mesma. Para isso, será feita uma pesquisa quantitativa e qualitativa para verificar a percepção da beleza a partir da mulher comum na faixa etária de 18 a 25 anos. De posse desses dados, será produzido um livro, Testemunho Fotográfico, apresentando fotografias de mulheres em seu padrão de beleza real/natural e artificial, aquele em que as fotografias serão editadas utilizando-se photoshop. Além disso, apresentar um testemunho dessas mulheres fotografadas de modo que elas justifiquem a escolha. A teoria utilizada tem como base o conceito de beleza apresentado por alguns autores que tratam desse conceito a partir da Estética como Kant através do escritor Rodrigo Duarte (1998), Georg Wilhelm Friederich Hegel (1999), Umberto Eco (2004), João Francisco Duarte Júnior (1986), Marc Jimenez (1997) e outros.

A revista NOVA está com uma nova campanha visando a auto-estima feminina. O padrão de beleza imposto pelas mídias e pela sociedade está tão banalizado que para fugir disso tudo, as novas campanhas buscam inovar investindo no contrário. Dove faz a campanha”Real beleza Dove” que revela a existência de mulheres de todos os tipos: magrinhas, gordinhas, loirinhas, moreninhas. Já a revista NOVA investiu na campanha “Eu tenho celulite”.

Em nome das mulheres que ainda não têm coragem de usar calça branca, que escondem o corpo na penumbra, que deixam de ir à praia… NOVA declara: chega de preconceito! Basta de transar no escuro! Fim da ditadurada canga! Afinal, eu tenho, tu tens, ela tem. Nós temos, vós tendes, elas têm. Algumas não têm — mas ainda vão ter. Epidemia? Síndrome? Maldição? De jeito nenhum. A celulite não deixa de ser uma tradução da essência feminina. Sim, porque o estrógeno, hormônio responsável pelo nosso corpo desenhado, cheio de curvas, com aquele contorno tão sensual pelo qual os homens perdem a cabeça, também é um dos principais causadores dessa acompanhante, que pega em 95% das pernas e dos bumbuns, segundo a dermatologista Denise Steiner — só que as outras 5% estão para nascer, não é? Ou seja, faz parte do pacote MULHER ser dona de uma estrutura física que se parece com uma estrada “sexnuosa” — com sobes e desces, montes e vales — e também ter predisposição a esse, digamos, efeito colateral. Agora, falando sinceramente, você abriria mão de ser “abençoada por Deus e bonita por natureza” só porque tem (ou corre o risco de ter) uns furinhos? “Eles deveriam ser uma licença poética do sexo feminino”, nos disse a atriz Ingrid Guimarães, com o que concordamos em gênero, número e grau.

Entre nesta campanha para acabar com a patrulha em cima da celulite.

Você encontra a matéria na integra e alguns depoimentos de famosas no site: http://nova.abril.com.br/edicoes/420/beleza/campanha-celulite.shtml?pagina1

No Jornal Estado de Minas / Caderno Feminio&Masculino  do Domingo, dia 10 de maio de 2009 a matéria principal foi: Por novos ideais de beleza

Parece até um conto de fadas, mas aconteceu de verdade: uma imigrante brasileira, de tipo físico cheinho, que trabalhava como babá nos EUA, é convidada dentro de um ônibus lotado em Nova York para atuar como modelo. De início, pensou tratar-se de uma piada ou brincadeira de mau gosto, mas pouco tempo depois a Carioca Flúvia Lacerda, 28 anos, manequim 48, foi mesmo contratada por uma das agências mais respeitadas do mundo. E sem fazer regime, já que no mercado das modelos plus size a idéia é vender a imagem da mulher real. Em evidência em campanhas de países norte-americanos e na Europa, onde as grifes de vestuário enxergam a demanda da consumidora que não tem ou está no peso ideal, ela discorre sobre a importância de o mercado valorizar novos ideais de beleza e conta com exclusividade para o Feminino&Masculino do Estado de Minas, como tem aproveitado a história pessoal para chamar atenção da mulher brasileira que veste entre 38 e 48. “Já passou da hora de essa maioria da população existir como o público-alvo da moda”.

Flávia destaca: A moda brasileira ignora esse público completamente. A mulher veste 44 não entra numa calça 34, mas os estilistas não criam para esse manequim, o que se deve também à postura da consumidora, que ainda não colocou a boca no trombone, não demandou. Nos EUA e na Europa, elas dão o grito: Ué, meu dinheiro não vale?

E então? Vamos fazer valer o nosso dinheiro?

Que a mídia cria padrões, cria personagens e cria modelos todos nós sabemos. O que nós não sabíamos é que os padrões criados só existem enquanto a pessoa que o criou está viva. Isso mesmo, Lúcia Santaella em Semiótica Aplicada (pág 107) diz “ Todas as imagens criadas pela mídia só sobrevivem na medida em que o ser humano real, o objeto dinâmico que existe por trás dessas imagens, consegue manter o apelo do público”. Ou seja, tudo que é vendido só vende enquanto essa imagem do objeto real que o estiver vendendo estiver vivo. Exemplo: Cd´s da Xuxa só vendem porque ela que é o objeto real ainda consegue manter o apelo ao público para que comprem. Já na sua ausência as vendas não serão garantidas. Só que o exemplo dado é sobre produtos ligados a uma imagem real e única. No caso de um padrão imposto, como o padrão magro de beleza, existe uma modelo que se iniciou mostrando e ditando esses padrões, mas mesmo antes que haja o fim dessa modelo (seu envelhecimento ou sua morte) outras modelos mais bonitas e mais magras já surgiram e tomaram conta dos olhares da mídia, então nesse caso, não podemos dizer que na ausência, no desaparecimento dessa existência viva, os índices ou padrões também desapareceriam, já que, esse ícone de beleza muda constantemente e não está ligada a uma única pessoa. Ainda na pág 107 encontra-se um trecho que diz “A mídia necessita do existente vivo, tanto quanto um vampiro necessita do sangue de suas vítimas”. Isso já revela o que todos nós sabemos, a mídia necessita dos consumidores tanto quanto um vampiro de sangue. No dia em que pararmos de seguir os padrões de beleza, ou tudo que é ditado pela mídia, ela morre. Pensemos nisso.